Eu também.

Publicado: 27 de abril de 2012 em

O problema é esse resquício de crença que eu tenho nessa porcaria de – eu não acredito que vou dizer isso – amor. É um saco ter que admitir, mas eu espero encontrar alguém.
E quem é alguém? Alguém é uma entidade mitológica, que costuma aparecer algumas – poucas – vezes na vida de cada ser humano. Alguémpode estar em qualquer lugar, onde você menos imagina, inclusive aí do seu lado. Mas não adianta procurar muito, porque reza a lenda que alguém só aparece quando você menos espera. As histórias são muitas. Ouvi dizer que se você gritar ”alguém” três vezes na frente do espelho, ele aparece e se casa com a sua melhor amiga.
Mas mesmo sabendo que essa pessoa mitológica não existe, eu me recuso a desapegar do conceito. Porque, apesar daquilo que eu finjo ser na maior parte do tempo, apesar do discurso cínico que eu costumo dar sobre a impossibilidade dos relacionamentos, eu continuo com os dedos cruzados, torcendo pelo dia em que alguém vai aparecer e me provar que eu estava errada.

(Natalia Klein)

Mais naturalidade, por favor.

Publicado: 25 de abril de 2012 em Coisa de Mulher

Quando conheço um cara interessante, sendo eu mesma, sou divertida, leve, otimista.

Tudo desanda quando eu me apaixono, e perco completamente essa minha naturalidade.

Aí, eu fico tensa, desconfiada, carente, nem eu me aguento.

Como me apaixonar e continuar sendo leve?

Eis a questão!

 

Aproveitei  os dias na praia pra repensar algumas coisas.

No meu último Quase-Relacionamento, cometi alguns erros, na afobação de querer dar certo. Sei lá, se eu pudesse voltar no tempo, faria algumas coisas diferente, mas afinal, os meus erros serviram pra mostrar a pouca tolerância do moço em questão.

Eu nunca disse que era perfeita, nunca prometi ser infalível, mas tenho comigo a certeza absoluta, de que errei tentando acertar. E ele nem isso fez. Ficar sentado, feito um rei, esperando que as coisas aconteçam sem o menor esforço, sumindo e esperando que eu adivinhe o que está se passando, também não ajuda em nada. Em resumo: eu errei por tentar demais, e ele de menos.

O moço em questão não é bonito, não é bem resolvido emocionalmente e usa a filha como moleta pra se isolar. Mas eu juro que achei que podia dar certo. Aquela velha mania de ler sinais que não existem…

Mas esgotei as minhas tentativas, não faz mais sentido insistir. A bola está no pé dele, mas ao que parece, ele não sabe (ou não quer) jogar.

É uma pena, ele nunca vai saber como eu posso ser uma companhia bacana, nem vai conhecer meus ataques de riso, nem como acordo de bom humor, ou como fico feliz cozinhando pra quem eu gosto, e como incentivo quem está do meu lado à crescer. Por outro lado, não vai ver como fico mal humorada com fome, ou como fico lesada quando tenho uma crise de rinite, nem como falo e canto sozinha quando estou dirigindo…

Enfim…cansada desses caras que tem a chance de serem únicos, mas preferem ser apenas mais um. E vamos em frente.

“Sou egoísta, impaciente e um pouco insegura. Cometo erros, sou um pouco fora do controle e às vezes difícil de lidar, mas se você não sabe lidar com o meu pior, então com certeza, você não merece o meu melhor!”

(Marilyn Monroe) 

Falsidade ou imaturidade?

Publicado: 2 de abril de 2012 em Vida

Eu não sei porque as pessoas te perguntam coisas que não querem mesmo saber.

Uma amiga hoje me perguntou o que houve. Eu contei, e ela usou o que eu disse pra se divertir às minhas custas. É uma pena. Mas, por incrível que pareça, não foi um choque. Talvez no fundo eu esperasse por isso. Ou vai ver estou amortecida demais no momento.

É triste ser julgada por pessoas que não sabem quase nada sobre você, e usam o pouco que sabem, pra concluir coisas e ainda tripudiar. Coisas da vida.

Sei que essa atitude dela, reduziu consideravelmente qualquer possibilidade futura da questão se resolver.

Acho que por agora, tanto faz. Tô de ressaca emocional. Vai passar.

E a cada despedida, o coração fica um pouco mais duro, um pouco mais cético e com menos vontade de continuar acreditando que as coisas podem acontecer.

Mais um alguém que se vai, sem maiores explicações. Mais respostas que nunca terei. E talvez, à essa altura do campeonato, saber nem faça diferença.
Dormi mal, acordei com dor de cabeça, gosto de corrimão na boca e olhos de ressaca. Algumas pessoas, acho até que a maioria delas, diz que quer viver uma coisa, mas diz da boca pra fora. Não querem, porque quando podem, não vivem. Preferem se manter iguais, na mesma vida, pra ter do que reclamar. Vai ver, reclamar é mais chique do que ser feliz.

Não acredito que ele volte um dia. Não faz sentido acreditar.

Tem gente que machuca os outros
Tem gente que não sabe amar
Tem gente enganando a gente
Veja a nossa vida como está
Mas eu sei que um dia a gente aprende
Se você quiser alguém em quem confiar
Confie em si mesmo
Quem acredita sempre alcança! 

Já pensou?

Publicado: 23 de março de 2012 em Sonhos, Vida
“Poderíamos casar, teríamos um apartamento, tomaríamos café as cinco da tarde, discordaríamos quanto a cor das cortinas, não arrumaríamos a cama diariamente, a geladeira seria repleta de congelados e coca-cola, o armário, de porcarias, adiaríamos o despertador umas trinta vezes, sentaríamos na sala de pijama e pantufas, sairíamos pra jantar em dia de chuva e chegaríamos encharcados, nos beijaríamos no meio de alguma frase, você pegaria no sono com a mão no meu cabelo e eu, escutando sua respiração. Eu riria sem motivo e você perguntaria porque, eu não responderia, saberíamos.”
Caio Fernando Abreu

Bem leve

Publicado: 4 de março de 2012 em Auto-Estima, Coisa de Mulher, , Mudanças

É interessante notar: Quando a gente deixa de esperar, quando deixa de lado as expectativas, o coração da gente fica em paz.

Por hora não me importa o que vai acontecer.

Eu vou vivendo um dia de cada vez, sem expectativas. Até quando? Quem sabe!

Até enquanto for bom pra mim.

Bem leve leve, releve…

Que seja doce!

Publicado: 28 de fevereiro de 2012 em , Mudanças

Pronto, agora é cuidar pra que a ansiedade não tome conta de mim outra vez.

“Que seja doce a espera pelas mensagens, ligações e recadinhos bonitinhos. Que seja (mais do que) doce a voz ao falar no telefone. Que seja doce o seu cheiro. Que seja doce o seu jeito, seus olhares, seu receio. Que seja doce o seu modo de andar, de sentir, de demonstrar afeto. Que sejam doces suas expressões faciais, até o levantar de sobrancelha. Que seja doce a leveza que eu sentirei ao seu lado. Que seja doce a ausência do meu medo. Que seja doce o seu abraço. Que seja doce o modo como você irá segurar na minha mão. Que seja doce. Que sejamos doce.”

(Caio F.) 

Mentiras sinceras te interessam?

Publicado: 27 de fevereiro de 2012 em Coisa de Mulher

É interessante perceber o poder que um homem tem sobre nós quando estamos apaixonadas.

Quantas vezes, no meio de um relacionamento completamente tóxico, alguma amiga tentou me avisar sobre a canoa furada e eu, cega de “amor”, achei que era inveja ou implicância com o pobrezinho.

A gente pensa: Ah, mas ela não convive com ele, eu é que sei como ele é de verdade, o que vivemos, só eu posso avaliar e eu estou feliz!

Aí, a gente acaba se afastando de todo mundo, se isolando numa ilha, ou fica do lado apenas de quem nos diz o que queremos ouvir, o que nosso ego e coração pedem.

Ontem, conversando com uma amiga queridíssima, ela me perguntou sobre o que eu achava do relacionamento vai-e-vem dela, então, eu disse: Vou te dizer coisas que talvez te façam me odiar por isso, e disse. E no final, eu perguntei: Era o que você queria ouvir?

Ela disse: Não, mas é por isso que te amo.

Em compensação,  uma outra amiga queridíssima, achou por bem se afastar. E eu respeito.

Algumas pessoas precisam viver seus sentimentos até o último gole, não adianta mesmo tentar dizer nada.

E a vida segue. Pelo menos, a minha segue! ;)

Estou mesmo sozinha nesse mar?

Publicado: 22 de fevereiro de 2012 em , Medos, Mudanças, Neuras, Sonhos, Vida

 

 

Exausta. Assim, como se tivesse nadado quilômetros, e percebido que não cheguei a lugar algum.

Tentei, com todas as minhas forças. Mas os egos estão supervalorizados. As pessoas se magoam por tudo, se ofendem por nada. Esqueceram como se perdoa, como se releva, como ser paciente com os erros alheios. Intolerância.
Ninguém quer olhar nos olhos, ninguém quer tocar a alma,
Muita pressa. “Me adivinhe”, “se adapte logo a mim”,” você tem 5 minutos pra me conhecer, ou vou te deixar”.
Saudade de quando as coisas eram mais simples.
Eu gosto de você. Eu também.
Vamos tentar? Claro!
De onde veio todo esse medo de se machucar?
Afinal, a vida não é correr riscos?
Como conseguir algo se não tentar?
Como saber se poderia ter dado certo?
Todo mundo desistindo cedo demais. Como será o futuro da nossa geração? Um bando de gente que conquistou muita coisa material e vai morrer sozinha? Pessoas que não tiveram tempo pra se deixar conhecer, pra se deixar apaixonar, pra se permitir tirar os pés do chão. Quando a cabeça não pensa o corpo padece. Mas quando a cabeça pensa demais será que nossa alma enriquece? Não.
Esquecemos de seguir o coração, o sexto sentido, o desejo. Que triste.
Exausta. Mas não me dei por vencida. Sei que ainda encontro pra mim, alguém que não tenha medo de aceitar o que tenho de melhor. Por agora, parei de nadar, os braços estão cansados, preciso respirar. Mas daqui a pouco, eu continuo. Me recuso a desistir de mim.
“Se tivermos cuidado e sorte – sobretudo, talvez, sorte – quem sabe, dê certo? Não é fácil. Tampouco impossível. E se existe essa centelha quase palpável, essa esperança intensa que chamamos de amor, então não há nada mais sensato a fazer do que soltarmos as mãos dos trapézios, perdermos a frágil segurança de nossas solidões e nos enlaçarmos em pleno ar. Talvez nos esborrachemos. Talvez saiamos voando. Não temos como saber se vai dar certo – o verdadeiro encontro só se dá ao tirarmos os pés do chão –, mas a vida não tem nenhum sentido se não for para dar o salto”. (Antônio Prata).