
Exausta. Assim, como se tivesse nadado quilômetros, e percebido que não cheguei a lugar algum.
Tentei, com todas as minhas forças. Mas os egos estão supervalorizados. As pessoas se magoam por tudo, se ofendem por nada. Esqueceram como se perdoa, como se releva, como ser paciente com os erros alheios. Intolerância.
Ninguém quer olhar nos olhos, ninguém quer tocar a alma,
Muita pressa. “Me adivinhe”, “se adapte logo a mim”,” você tem 5 minutos pra me conhecer, ou vou te deixar”.
Saudade de quando as coisas eram mais simples.
Eu gosto de você. Eu também.
Vamos tentar? Claro!
De onde veio todo esse medo de se machucar?
Afinal, a vida não é correr riscos?
Como conseguir algo se não tentar?
Como saber se poderia ter dado certo?
Todo mundo desistindo cedo demais. Como será o futuro da nossa geração? Um bando de gente que conquistou muita coisa material e vai morrer sozinha? Pessoas que não tiveram tempo pra se deixar conhecer, pra se deixar apaixonar, pra se permitir tirar os pés do chão. Quando a cabeça não pensa o corpo padece. Mas quando a cabeça pensa demais será que nossa alma enriquece? Não.
Esquecemos de seguir o coração, o sexto sentido, o desejo. Que triste.
Exausta. Mas não me dei por vencida. Sei que ainda encontro pra mim, alguém que não tenha medo de aceitar o que tenho de melhor. Por agora, parei de nadar, os braços estão cansados, preciso respirar. Mas daqui a pouco, eu continuo. Me recuso a desistir de mim.
“Se tivermos cuidado e sorte – sobretudo, talvez, sorte – quem sabe, dê certo? Não é fácil. Tampouco impossível. E se existe essa centelha quase palpável, essa esperança intensa que chamamos de amor, então não há nada mais sensato a fazer do que soltarmos as mãos dos trapézios, perdermos a frágil segurança de nossas solidões e nos enlaçarmos em pleno ar. Talvez nos esborrachemos. Talvez saiamos voando. Não temos como saber se vai dar certo – o verdadeiro encontro só se dá ao tirarmos os pés do chão –, mas a vida não tem nenhum sentido se não for para dar o salto”. (Antônio Prata).